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ARQUITETURA EM CONCURSO

“Os concursos de arquitetura legaram-nos um conjunto de obras de excelência, que marcaram a história da arquitetura moderna e contemporânea em Portugal. Desde logo, várias obras fundamentais, saídas de concursos, inscreveram-se no nosso território e na nossa vida quotidiana. Estes edifícios tornaram-se símbolos das transformações mais significativas ocorridas no país. É incontestável que a Fundação Calouste Gulbenkian foi o lugar da internacionalização das práticas artísticas portuguesas, que o Centro Cultural de Belém fomentou a democratização do acesso à cultura internacional e que a Casa da Música se tornou o palco de uma nova cidade cosmopolita. Mas outras obras de diversas escalas assinalaram mudanças importantes no país:

o Liceu de Beja manifestou no espaço escolar os fundamentos da arquitetura moderna internacional; o Estádio Nacional assinalou a emergência do culto do desporto na celebração do regime; a Igreja do Sagrado Coração de Jesus expressou na cidade as novas conceções do espaço sagrado; a Casa de Chá da Boa Nova revelou a afirmação social do tempo de lazer; a Câmara Municipal de Matosinhos marcou a afirmação nacional do poder autárquico; a Casa das Artes evidenciou a vontade de descentralização da cultura; a Escola de Comunicação Social de Lisboa e a Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha materializaram a aposta europeia no ensino superior; o Museu Machado de Castro salientou o cuidado na requalificação do património edificado; e o Museu do Côa afirmou uma nova consideração do valor da paisagem patrimonial. Nestas, como em outras obras incontornáveis da história da nossa arquitetura, o concurso foi o processo que alimentou a emergência de novas ideias e a experimentação de novas conceções programáticas e espaciais.”



artigos | by Dr. Radut