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NO FLY ZONE-UNLIMITED MILEAGE

O curador da exposição “No Fly Zone”, Fernando Alvim, considerou que o
 evento marca a “desconstrução do preconceito contra Angola e os angolanos”. 
A exposição integra um conjunto de obras de artistas angolanos, no Museu 
Colecção Berardo, no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa e representa 
uma ante-câmara da terceira Trienal de Luanda, que se realizará entre 
Novembro e Dezembro deste ano, na capital angolana.
 Fernando Alvim disse que “os jovens artistas exprimem-se livremente, sem 
preconceitos, descrevendo a realidade do país”.

“Os artistas Paulo Kapela,
 Yonamine, Kiluanji Kia Henda, Edson Chagas, Binelde Hyrcam e Nástio Mosquito)
 abordam o referencial artístico Angolano sem renegar o passado, porque a nova
 geração tem grande necessidade de conhecer a história de Angola”. 
“Na exposição, Paulo Kapela reproduz numa espécie de altar,
 a história recente angolana, particularmente a da cidade de Luanda, recorrendo 
a recortes de jornais, desenhos, objectos encontrados e textos, num processo
 contínuo de fixação da memória e de exorcismo do passado”, descreve 
Suzana Sousa, outra dos três curadores do certame.
 Kiluanji Kia Henda, na série fotográfica “homem novo”, analisa a relação de 
Luanda com o seu passado colonial, através dos pedestais hoje vazios 
de estátuas e ocupados por figuras que fazem parte da história 
contemporânea da cidade”, adiantou. 
Nástio Mosquito, em “My African Mind (2009)”, “desconstrói o discurso ocidental
 sobre África, na tentativa de questionar como África é retirada da modernidade,
 como o negro é transformado em monstro (…), enquanto que Edson Chagas 
retira do contexto antropológico as máscaras africanas e atribui-lhes uma 
identidade actual, processo semelhante utilizado por Hyrcan, na obra
“Thirteen Hours (2011)”, onde as galinhas assumem características
 humanas e papéis sociais”.
“Já Yonamine remete-nos para a história europeia e mundial: a partir do indivíduo,
o artista trabalha o arquivo da memória, entendido como um espaço onde 
a memória é construída de vivências particulares”, disse.

 A exposição estará aberta ao público até 31 de Março.



artigos | by Dr. Radut